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A Ratoeira

             Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que poderia haver ali. Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.
             Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos – Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa! A galinha, então, disse:
           - Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me incomoda.
           O rato foi até o porco e lhe disse:
          - Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!
          - Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranquilo que o senhor será lembrado nas minhas preces.
          O rato dirigiu-se então à vaca. Ela lhe disse:
         - O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!
         Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro.
         Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua ví­tima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia caído na ratoeira. No escuro, ela não viu que a ratoeira havia prendido a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher… O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha.
         O fazendeiro pegou seu cutelo (pequeno facão) e foi providenciar o ingrediente principal. Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los o fazendeiro matou o porco.
        A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral.
        O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.
        Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.

‘O problema de um é problema de todos quando convivemos em equipe’

O sucesso de qualquer negócio depende de todos nós.

 Regras para um bom trabalho em equipe:

1ª) Tenha paciência: Este espaço foi criado para atender a todos que nos procuram, principalmente crianças e jovens com os mais variados tipos de dificuldades. Procure inteira-se sobre cada uma delas, pergunte, pesquise, pois desta forma seus atendimentos ficarão cada vez melhores.
2ª) Mantenha uma postura participativa e solidária: Procure dar o seu melhor, ajudando a todos quando necessário.
3ª) Planejamento é essencial: Nosso trabalho deve ser diferenciado. Desta maneira crie atividades atrativas e que chamem a atenção de seus alunos. Estes encontros devem ser agradáveis e produtivos.
4ª) Limpeza e Organização: Procure deixar sua mesa de atendimento arrumada. Desligue a luz, o ventilador, feche a janela. Seja mais um a cuidar do espaço. Lembre-se: se estava organizado procure deixar do jeito que encontrou.
5ª) Postura frente ao aluno: Seja gentil, mas deixe claro que você é a autoridade. Respeito sempre…
6ª) Volume de voz: Fale baixo…sempre! E na sala de espera procure cumprimentar a todos com Educação, sem envolvimentos, evitando fofocas e comentários desnecessários.

7ª) Aproveite e divirta-se: No final de tudo, trabalhar em equipe pode ser uma excelente oportunidade de aprender com seus colegas e conviver mais próximo a eles. Todos ganham com a experiência.
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Um galo desafinado

             Carlito é o galo mais novo do quintal. Ele ainda está aprendendo a cantar e tem grandes dificuldades, pois é muito desafinado.

              Às vezes acorda atrasado, pois não está acostumado ainda com a vida pontual de um galo.
             No sítio da vovó Ana muitos animais dependem dele para acordar, mas vivem perdendo a hora, pois Carlito dorme demais.
             Ele foi até o quintal falar com a bicharada, mas ninguém lhe deu atenção...estavam muito zangados com a sua falta de consideração e responsabilidade. Todos os animais fizeram de conta que ele não estava ali, pois tinham esperança que Carlito criasse juízo.
            Muito triste com a situação, o galo resolveu se aconselhar com a Galinha Maricota, uma das mais experientes do galinheiro. Ela disse que iria ajudá-lo, mas ele teria que ter muita disciplina.
            - Disciplina? O que é isto? Perguntou Carlito, muito curioso!
            - É você fazer as coisas sem ninguém precisar falar. Está disposto?
            - Sim, estou disposto dona Maricota. O que preciso fazer?
           - Serão três coisas e a primeira você acaba de fazer!
           - Verdade?
          - Sim, a primeira é: Dar o primeiro passo. As outras duas descubra sozinho, colocando as sílabas em ordem:



ni
za
or
ção
ga

sa
li
res
da
pon
de
bi



1.    Qual é a principal dificuldade de Carlito?

2.    Retire do texto a frase que mostra a irresponsabilidade de Carlito na hora de acordar.

3.    Qual a atitude que os animais resolveram tomar em relação ao Carlito?

4.    Você se acha parecido com o personagem da história? Justifique.

5.    Segundo o texto, o que é ter disciplina?

6.    Você descobriu as palavras misturadas? Faça três retângulos de 15 cm de comprimento por 4 cm de largura Dentro escreva as três coisas que precisamos ter para obter sucesso em tudo aquilo que desejamos. Depois enfeite-as com capricho.

Esta atividade é de autoria de Leila Bambino
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Probleminhas

1.Um zoológico recebeu 4513 visitantes no sábado e 6524 no domingo. Calcule quantos visitantes a mais do que no sábado estiveram no zoológico no domingo?


2. Na biblioteca da escola tinha 7342 livros. Vendeu-se 4567. Com quantos livros a biblioteca ficou?

3. Um teatro tem 15 fileiras com 9 lugares em cada uma. Calcule a capacidade total do teatro.


4. Uma loja tem 564 sabonetes. Eles são vendidos em pacotes de 15 sabonetes cada um. Quantos pacotes foram feitos? Quantos sabonetes não foram empacotados?

5. Você sabe quando foi inventado o vídeo game? O primeiro joguinho do gênero surgiu em 1961, nos Estados Unidos e era do tamanho de uma geladeira. Para jogar, as crianças pagavam 25 centavos. Agora responda: há quantos anos este brinquedo foi criado? Se eu quisesse jogar 12 vezes quanto gastaria?

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Atividade divertida

Descubra o telefone da Leila. Olhe no teclado:


O primeiro número está a direita do 2.
O segundo número está abaixo do 7.
O terceiro número vem depois do 1.
O quarto número vem antes do 2.
O quinto número está acima do 9.
O sexto número está a esquerda do 5.
O sétimo número é antecessor do 8.
O oitavo número está a esquerda do 5.
Qual é o número?
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Atividade de Matemática



 
Leila Bambino
                                             

1.VEJA A MATÉRIA PUBLICADA NA FOLHINHA, FOLHA DE S.PAULO, EM 5/3/ 94:

Barbie faz aniversário no dia 9 de março. Foi criada no dia 9 de março de 1959. A boneca foi lançada em uma feira de brinquedos em Nova York, nos Estados Unidos.
Ela foi criada por Ruth Handler, mulher do fundador da fábrica de brinquedos Mattel.
Barbie foi inspirada na modelo francesa Bettina. A Estrela lançou Barbie no Brasil em 1982 e já produziu 180 bonecas diferentes. Hoje, Barbie é vendida para mais de cem países.

A.QUANTOS ANOS DEPOIS DE TER SURGIDO NOS ESTADOS UNIDOS ELA FOI LANÇADA NO BRASIL?
B. SE ESTAMOS NO ANO DE 2008, HÁ QUANTOS ANOS A BARBIE JÁ EXISTE NO BRASIL?
C. QUANTOS ANOS TÊM A PRIMEIRA BARBIE LANÇADA?
D. SUPONDO QUE UMA BARBIE CUSTE R$ 56,60, SE UMA LOJA COMPRAR PARA REVENDA 45 BONECAS, QUANTO PAGARÁ?
E. MAMÃE COMPROU UMA BARBIE POR R$67,00, O CARRO POR R$27,40 E A COZINHA POR R$78,30. QUANTO MAMÃE GASTOU?
F. UMA LOJA COMPROU UM GRANDE ESTOQUE DE BARBIES. RESOLVEU COLOCAR EM EXPOSIÇÃO FAZENDO 7 PRATELEIRAS DE 15 BONECAS. QUAL O TOTAL DE BONECAS DA LOJA?
G. EM CADA EMBALAGEM A BARBIE É ACOMPANHADA DE 5 ACESSÓRIOS. SE A FABRICA MONTAR 245 EMBALAGENS DA BARBIE, DE QUANTOS ACESSORIOS NECESSITARÁ?
H. PESSOAS RESPONSÁVEIS TROUXERAM UMA CAIXA COM 765 ACESSÓRIOS DA BARBIE. QUANTAS EMBALAGENS PODERÃO COMPOR?


2.CARLOS COMPRA PÃO TODOS OS DIAS. O DONO DA PADARIA NUNCA TEM TROCO. TODOS OS DIAS, CARLOS RECEBE DUAS BALAS DE TROCO. CADA BALA CUSTA R$0,20.

  1. AO FINAL DE 1 MÊS, QUANTO CARLOS DEIXOU DE RECEBER DE TROCO?
  2. VOCÊ ACHA CERTO RECEBER BALA DE TROCO? POR QUÊ?
  3. O QUE CARLOS PODERIA TER COMPRADO NESSE MÊS, SE TIVESSE O TROCO CERTO DO DONO DA PADARIA?
3. MEU PROFESSOR ESCREVEU NA MINHA PROVA A SEGUINTE NOTA: 7,6. MAS ACHO QUE A NOTA ESTÁ ERRADA, POIS A PRIMEIRA QUESTÃO VALE 2,4, A SEGUNDA QUESTÃO 3,8 E A TERCEIRA QUESTÃO 1,8.

  1. ELE REALMENTE SE ENGANOU? POR QUÊ?
4.MEU TIO COMPROU 4 DÚZIAS DE BOLAS POR 13 REAIS CADA UMA. QUANTO ELE PAGOU PELA COMPRA?
5. EM 1969, NEIL ARMSTRONG PISOU PELA PRIMEIRA VEZ NO SOLO LUNAR. ELE FICOU 21 HORAS EXPLORANDO A LUA. HÁ QUANTOS ANOS O HOMEM FEZ ESTA CONQUISTA? ELE FICOU MAIS DE UM DIA OU MENOS DE UM DIA NA LUA? POR QUÊ?


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Lauren Potter, acessora de Barack Obama


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, terá como assessora para assuntos relacionados a deficiências intelectuais, a atriz Lauren Potter, que tem síndrome de Down.

A atriz, que interpreta a animadora de torcida Becky, na série norte americana Glee, foi contratada para trabalhar no Comitê Presidencial para as Pessoas com Deficiência Intelectual.

O convite aconteceu devido ao engajamento de Lauren Potter na luta pelos direitos das pessoas com deficiência e em campanhas contra o bullying.

Potter declarou à TV americana CNN: “É importante para mim que as pessoas com deficiência intelectual sejam representadas e tratadas de forma justa e tenham as mesmas oportunidades que todos os outros americanos”.

Atriz com síndrome de down do seriado Glee diz: “Ainda sou intimidada por ser diferente”

Bullying: características e tipos

“Nossos desafios são os mesmos como muitos outros, queremos uma escola segura – livre de intimidação e provocação – e que sejamos bem-vindos em parques, centros de recreação e outras atividades comunitárias. Queremos trabalho e moradia, mas principalmente queremos ser tratados como vocês querem ser tratados – com respeito”.

Potter irá juntar-se a 33 funcionários do governo e trabalhará para uma mudança positiva. Obama está feliz por ter a atriz trabalhando em sua equipe. Ele afirma: “Estou grato que essas pessoas talentosas e dedicadas assumam papéis importantes e dediquem seus talentos para servir o povo americano. Estou ansioso para trabalhar com eles nos próximos meses e anos.”.

Fonte: http://www.deficienteciente.com.br/
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Selinho de Aniversário!!!


Meu bloguer está em festa. Estou comemorando 4 anos de existência e quero compartilhar meu sucesso com você. Este selinho é meu, seu, ele é NOSSO!!!
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TRABALHANDO COM ADOLESCENTES


Mediadora: Leila Bambino Pedagoga, especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional e Educação Especial. Educadora ainda em exercício, atuando em sala de aula na rede Estadual de Educação em Santa Catarina ( 15 anos) e como Psicopedagoga Clínica ( 4 anos)
Objetivo: Esta oficina tem como proposta apontar caminhos que possam auxiliar professores, pedagogos, psicopedagogos a trabalharem questões relacionadas às rotinas de um adolescente de maneira leve e informal. Através de textos reflexivos e questionamentos levá-los a observar suas atitudes e com isso dar o primeiro passo para que as mudanças aconteçam.

Conteúdo:
- O que é adolescência ?
- Etapas da adolescência;
- Relação professor e adolescente;
- Pais e adolescentes;
- Problemas que interferem nos adolescentes
- Adolescente e boas maneiras;
- Como tirar o máximo proveito do ato de estudar;
- Você se conhece? (teste de auto conhecimento e concentração)
- Sugestões de textos e atividades para adolescentes;
- Dinâmicas para adolescentes;
- Sugestões de filmes , para professores e adolescentes.

Público alvo:
professores, pedagogos, psicopedagogos
Carga horária: 20 horas ( em 30 dias)
Certificado de participação: após o término da oficina via e-mail.


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INCLUSÃO DE CRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN


Mediadora: Leila Bambino. Pedagoga, especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional e Educação Especial. Educadora ainda em exercício, atuando em sala de aula na rede Estadual de Educação em Santa Catarina (15 anos) e como Psicopedagoga Clínica (4 anos)
Objetivos: Destacar o processo de desenvolvimento das crianças portadoras da Síndrome de Down. Ressaltar as dificuldades nas crianças Portadoras da Síndrome bem como suas possibilidades.

Conteúdo:
- O que é Síndrome de Down?
- Tipos de comprometimentos cromossômicos Etiologia da Síndrome de Down
- Diagnóstico e Técnicas de Pré- Natal
- Nasceu com a Síndrome: Hora da Notícia, Reação dos pais
- História da Educação Especial
- Hora de amamentar, algumas dicas
- Sugestão de atividades para Estimulação Precoce Desenvolvimento das crianças com a Síndrome de Down
- Dificuldades de Aprendizagem e Estratégias Pedagógicas
- Construindo uma Escola Inclusiva Família e Educação
- O Jogo como Estratégia de Ensino
- Acompanhamento Clínico
- Down e a Adolescência
- Terceira Idade na Síndrome de Down
- Mitos e Verdades sobre a Síndrome
- Filmes que abordam o tema das Deficiências
- Eu recomendo... Bibliografia

Público Alvo: Pais, Professores, Profissionais da Saúde, Psicopedagogos e outros profissionais interessados.
Carga horária: 20 horas ( em 30 dias)
Certificado de participação: em 30 dias após o término da oficina via e-mail


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ALFABETIZAÇÃO E CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA ON LINE

ALFABETIZAÇÃO E CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA. COMO APLICAR ?

Mediadora: Leila Bambino Pedagoga, especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional e Educação Especial. Educadora ainda em exercício, atuando em sala de aula na rede Estadual de Educação em Santa Catarina ( 15 anos) e como Psicopedagoga Clínica ( 4 anos)

Objetivo: Analisar os sons existentes dentro de uma palavra levando as crianças a adquirir leitura e escrita competentes.

Conteúdo:
- Consciência Fonológica
- Sub- Habilidades da Consciência fonológica
- Distúrbio do Processamento Auditivo Central ( DPAC)
- Principais características do Distúrbio
- Correspondências Grafofonêmicas
- Apresentação das letras do alfabeto.

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Materiais
 Durante a oficina, os participantes terão acesso a uma série de sugestões de atividades elaboradas para trabalhar com cada letra em específico.
Público: Professores, psicopedagogos .
Carga horária: 20 horas ( em 30 dias)
Certificado de participação: após o término da oficina via e-mail.
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Senhores pais, vocês aceitam que seu filho é um Portador de Necessidades Educacionais Especiais?




O grande dilema vivido hoje em relação à inclusão se resume a uma única palavra: ACEITAÇÃO.

Muitos pais dizem aceitar a condição de seu filho, mas a prática acaba mostrando outra coisa.

Não uso em meu dia a dia o termo “Crianças Especiais”, afinal, todas as crianças são especiais. Dentro de sala não costumo tratá-las com privilégios, as regras são para todos igualmente.

Pensem comigo senhores pais: Tenho em sala de aula 23 crianças, sendo que uma é portadora de Síndrome de Down, outra tem Paralisia Cerebral, outra tem TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), outra tem Deficiência Visual, outra tem problemas emocionais devido a problemas particulares, outra com dificuldades na fala (pois troca as letras) e por aí vai...

Todas estas crianças necessitam de um olhar diferenciado da minha parte. Mas apenas duas têm direito a um professor de apoio, pois seus diagnósticos assim o permitem.

As famílias lutam por este profissional de apoio e têm todos os motivos para o fazerem. Mas, quando este professor falta, muitos querem que apenas o regente dê conta de todos; afinal a criança deve permanecer em sala a todo custo, não importa em que circunstância.
Alguns pais não entendem que as outras crianças também têm os seus direitos e, muitas vezes, os colegas acabam virando um pano de fundo para uma pseudo-inclusão que exclui as crianças ditas “normais”.

Na minha prática diária tenho percebido esta realidade. Crianças Portadoras de Necessidades Educacionais Especiais que ficam em sala de aula durante 4 horas sem entender o porquê de estarem ali. Levantam do lugar, mexem no material dos colegas, gritam, deitam no chão e os colegas tendo que conviver com esta realidade inclusiva, em meio aos conteúdos relacionados à série em que estão.

Crianças também portadoras de algum transtorno ainda não diagnosticado, pois este amparo deve também partir das famílias para levarem ao médico e ficam ali a mercê de sua desatenção, afinal, como prestar atenção num caso como este?

É preciso incluir? Sim

Mas é preciso também haver bom senso. Uma criança portadora de algum transtorno ou síndrome não pode permanecer em sala durante tanto tempo. Outras atividades devem ser elaboradas fora de sala, desenvolvendo outros aspectos que também farão parte de uma aprendizagem diferenciada.

Muitos pais se queixam disto, achando que seu filho deve aprender igual aos outros. Isto não existe, todas as crianças aprendem de maneiras diferentes. Imagine uma criança que possui um déficit cognitivo: isto não é culpa de ninguém, pois na maioria das vezes tentam se achar culpados e deixam de lado a ação de melhorar a vida da criança em questão.

Vamos parar de achar que incluir é deixar 4 horas dentro de sala de aula e ter um professor de apoio que faz todas as atividades, e vocês acharem que estas são feitas pelo seu filho. Aceitem as limitações, batalhem por seus avanços, parem de achar culpados e não passem por cima de tudo e de todos que tentem responder àquela pergunta interna que teima em não deixá-los em paz: “Por que eu? Por que comigo?”

Os professores de sala tentam fazer o seu melhor, mas muitos não têm capacitação para trabalhar com as crianças Portadoras de alguma Necessidade Especial. Isto não pode ser considerado má vontade ou descaso.

Amados pais, abram seus horizontes, aceitem as limitações de seus filhos e ajam com bom senso, pois numa sala de aula todas as crianças têm os mesmos direitos.


ACEITAÇÃO + BOM SENSO + DIÁLOGO HONESTO COM OS PROFESSORES =

                          SUCESSO ESCOLAR E INCLUSÃO DE TODOS

                    
                             Leila Bambino
(Educadora Especial e Psicopedagoga – Clínica)




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COMO CONVERSAR DE SEXO COM SEUS FILHOS

                                            
Falar sobre sexo com os filhos é tão importante quanto constrangedor para muitos pais. Vergonha e a própria educação recebida os bloqueiam para uma atitude mais natural diante desse tipo de  questionamento fazendo desse um assunto difícil de transmitir em palavras.

 Fato é que o interesse pelo tema tem aparecido cada vez mais cedo. Então, se você ainda não falou sobre sexo com eles, saiba que a sociedade já e, muitas vezes, de uma forma que eles não conseguiram entender.

Assim, com o aumento do estímulo sexual não dá para colocar o sexo distante da vida dos pequenos, até mesmo porque não é um tema proibido ou um mito a ser evitado por ninguém. Sexo existe, ainda que se ignore o assunto.

Mas, muitos pais se questionam sobre quando seria o momento ideal para se ter uma conversa desse tipo. Quando a criança começar a se interessar pelo corpo, ou pelo assunto, já pode e deve ser abordado, respeitando sempre sua curiosidade e desenvolvimento emocional.

Então, nada de dizer que esse não é um assunto do seu interesse, mas tenha em mente a idade da criança. Fale de maneira simples, direta e, ao mesmo tempo, descontraída, sem ir além daquilo que foi perguntado. O ideal é trazer o assunto aos poucos, à medida que a curiosidade for aumentando, ou seja, não resumido a uma só conversa, pois permitir que o tema volte é bem mais eficiente e educativo.

Caso não haja perguntas, os pais podem tomar a frente. Divida com seu filho as dúvidas e os sentimentos que tinha na idade dele e explique que o ato sexual pode ser prazeroso e, ao mesmo tempo, trazer alguns transtornos caso não haja precauções. Não deixe de fora questões como doenças sexualmente transmissíveis, virgindade, o uso correto de método contraceptivos, a necessidade do preservativo, a influência dos amigos, o afeto que envolve o ato e, até mesmo, o abuso sexual, explicando sobre os limites e dizendo que ninguém tem o direito de tocar o seu corpo e nem de obrigá-lo a fazer algo que não queira.

Informe sobre os órgãos genitais e como eles funcionam, sobre as diferenças entre os gêneros masculino e feminino, dando exemplos do dia-a- dia.

Responda ao que foi perguntado: Vale perguntar o que já se sabe sobre o assunto ou como começou essa dúvida; pois isso, ajuda no caminho que seguirá na hora da explicação, mas nada de ficar dando voltas sem responder. Tenha certeza de que seu filho teve a consideração que merecia. Respostas insuficientes não acabarão com a curiosidade e o assunto poderá ser abordado por pessoas não confiáveis. Então, responda sempre, ainda que a pergunta já tenho sido feita outras vezes, pois se ela se repete é sinal de que a criança continua confusa sobre o assunto. Escolha o momento apropriado: Uma pergunta feita em um ambiente inadequado não precisa ser respondida na mesma hora, mas deve-se deixar a garantia de que será respondida depois, em um momento oportuno. Explique que não é a hora para essa conversa e você estará preservando a relação e o seu filho.

E se eu não souber? Não precisa se preocupar afinal ninguém tem que saber de tudo. Vocês podem procurar juntos pela resposta, mas não deixe a criança sem uma. Nunca minta ou invente explicações. Responda com o mesmo cuidado que você gostaria de receber caso a dúvida fosse sua. Não precisa procurar por uma resposta perfeita, pois tudo vai depender da idade do seu filho e da intimidade que a família tem com o assunto.

Respeite a pergunta: Esse não é um assunto sem importância, assim como não é algo sujo. Cuidado com os preconceitos e não se envergonhe de uma tendência natural. Não trate o sexo como algo feio ou imoral, mas com a naturalidade que merece. Independente da idade, seus filhos podem fazer pergunta sobre sexo a qualquer momento. Isso não quer dizer que tenham interesse em fazer sexo. Não precisa se preocupar e acreditar que ao esclarecer as dúvidas, você estará estimulando precocemente a sexualidade deles.

Autora: Ana Paula Veiga

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Selinhos

Este selinho ganhei da amiga Rose Craveiro. Fica a sugestão de visitarem o seu bloguer, cheio de coisas maravilhosas e informações úteis para quem é apaixonado pela educação: http://www.rosecraveiro.blogspot.com/




Este selinho eu ganhei da Dany: Visitem o bloguer dela, vocês vão amar!



Mais um selinho. Este me foi dado pela Claúdia. Uma verdadeira artista, faz trabalhos divinos com suas crianças da Educação Infantil. Passem por lá e "roubem" as ideias, eu deixo rsssss

http://www.criandoartecommagia.blogspot.com/



Este selinho foi criado pela http://atelielucianasevero.blogspot.com/ e repassado para mim por http://www.criandoartecommagia.blogspot.com/. Visitem estes cantinhos lindos e cheios de coisas belas...Não irão se arrepender!


 
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Fatores que Interferem na Aprendizagem


Torna-se cada vez maior a preocupação dos pais em acertar na educação dos filhos. Muitas vezes aqueles se perguntam onde foi que erraram para que o filho tivesse a dificuldade que hoje tem.

Piletti (1984) considera, assim como diversos outros autores, que as primeiras experiências educacionais da criança, geralmente são proporcionadas pela família.
Nossa sociedade, caracterizada por situações de injustiça e desigualdade, criam famílias que lutam com mil e uma dificuldades para sobreviver. Esses problemas atingem as crianças, que enfrentam inúmeras dificuldades para aprender.

Alguns dos principais fatores etiológicos -sociais que interferem na aprendizagem são :

" Carências afetivas;
" Deficientes condições habitacionais, sanitárias, de higiene e de nutrição;
" Pobreza da estimulação precoce;
" Privações lúdicas, psicomotoras, simbólicas e cultural;
" Ambientes repressivos;
" Nível elevado de ansiedade;
" Relações interfamiliares;
" Hospitalismo;
" Métodos de ensino impróprios e inadequados.

Para Smith & Strick (p.31, 2001) um ambiente estimulante e encorajador em casa produz estudantes adaptáveis e muito dispostos a aprender, mesmo entre crianças cuja saúde ou inteligência foi comprometida de alguma maneira.

Inúmeras pesquisas apontam que o maior índice que interfere no processo de aprendizagem, ocorre com crianças pobres. Em tais pesquisas, as explicações apontadas para o problema deste fracasso escolar dizem respeito à condição econômica da família.
Ainda pode-se evidenciar entre alguns professores a associação da imagem do mau aluno na criança carente. Não é lícito estabelecer uma regra geral e inflexível atribuindo a todos os casos de problemas de aprendizagem um mesmo diagnóstico ou um enfoque generalizador.

Segundo Paín (p.33, 1985) o fator ambiental é, especialmente determinante no diagnóstico do problema de aprendizagem, na medida em que nos permite compreender sua coincidência com a ideologia e os valores vigentes no grupo. Por isso, cada caso deve ser avaliado particularmente, incluindo na avaliação o entorno familiar e escolar.

 Se os problemas de aprendizagem, estão presentes no ambiente escolar e ausentes nos outros lugares, o problema deve estar no ambiente de aprendizado. Às vezes, a própria escola, com todas as suas fontes de tensão e ansiedade, pode estar agravando ou causando as dificuldades na aprendizagem.

Quanto à estrutura familiar, nem todos os alunos pertencem a famílias, com recursos suficientes para uma vida digna. Normalmente, verificam-se situações diversas: os pais estão separados e o aluno vive com um deles; o aluno é órfão; o aluno vive num lar desunido; o aluno vive com algum parente; etc. Muitas vezes, essas situações trazem obstáculos à aprendizagem, não oferecem à criança um mínimo de recursos materiais, de carinho, compreensão, amor.

Alguns tipos de educação familiar muito comum em nossa sociedade são bastante inadequados e trazem conseqüências negativasparaa aprendizagem. Os pais podem influenciar a aprendizagem de seus filhos através de atitudes e valores que passam a eles.
Classificam os pais nas seguintes categorias:

pais autoritários- manifestam altos níveis de controle, de exigências de amadurecimento, porém baixos níveis de comunicação e afeto explícito. Os filhos tendem a ser obedientes, ordeiros e pouco agressivos, porém tímidos e pouco persistentes no momento de perseguir metas; baixa auto-estima e dependência; filhos pouco alegres, mais coléricos, apreensivos, infelizes, facilmente irritáveis e vulneráveis às tensões, devido à falta de comunicação desses pais.
pais permissivos- pouco controle e exigências de amadurecimento, mas muita comunicação e afeto; costumam consultar os filhos por ocasião de tomada de decisões que envolvem a família, porém não exigem dos filhos, responsabilidade e ordem; estes, tendem a ter problemas no controle de impulsos, dificuldade no momento de assumir responsabilidade; são imaturos, têm baixa auto-estima, porém são mais alegres e vivos que os de pais autoritários.
pais democráticos - níveis altos tanto de comunicação e afeto, como de controle e exigência de amadurecimento; são pais afetuosos, reforçam com freqüência o comportamento da criança e tentam evitar o castigo; correspondem às solicitações de atenção da criança; esta tende a ter níveis altos de autocontrole e auto-estima, maior capacidade para enfrentar situações novas e persistência nas tarefas que iniciam; geralmente são interativos, independentes e carinhosos; costumam ser crianças com valores morais interiorizados (julgam os atos, não em função das conseqüências que advêm deles, mas sim, pelos propósitos que os inspiram).

Mussen (1970) interpreta essas conclusões em termos de aprendizagem e generalização social: os lares tolerantes e democráticos encorajam e recompensam a curiosidade, a exploração e a experimentação, as tentativas para lidar com novos problemas e a expressão de idéias e sentimentos. Uma vez aprendidas e fortalecidas em família, essas atividades se generalizam na escola.

A educação familiar adequada é feitacom amor, paciência e coerência, pois desenvolve nos filhos autoconfiança e espontaneidade, que favorecem a disposição para aprender.
Paín (p. 33, 1985) destaca que embora o fator ambiental incida mais sobre os problemas escolares do que sobre os problemas de aprendizagem propriamente ditos, esta variável pesa muito sobre a possibilidade do sujeito compensar ou descompensar o quadro.
Dentro da escola existem, entre outros, quatro fatores que podem afetar a aprendizagem: o professor, a relação entre os alunos, os métodos de ensino e o ambiente escolar.

O autoritarismo e a inimizade geram antipatia por parte dos alunos. A antipatia em relação ao professor faz com que os alunos associem a matéria ao professor e reajam negativamente ambos.

A relação entre os alunos será influenciada pela relação que o professor estabelece com os alunos: um professor dominador e autoritário estimula os alunos a assumirem comportamentos de dominação e autoritarismo em relação a seus colegas. Para aprender, o aluno precisa de um ambiente de confiança, respeito e colaboração com os colegas.

Os métodos de ensino também podem prejudicar a aprendizagem. Se o professor for autoritário e dominador, não permitirá que os alunosse manifestem, participem, aprendam por si mesmos. Esse tipo de professor considera-se dono do saber e procurará transmitir esse saber aos alunos, que deverão permanecer passivos, receber o que o professor lhes dá e devolver na prova.
O ambiente escolar também exerce muita influência na aprendizagem, o tipo de sala de aula, a disposição das carteiras e a posição dos alunos, por exemplo, são aspectos importantes. Uma sala mal iluminada e sem ventilação, em que os alunos permanecem sempre sentados na mesma posição, cada um olhando as costas do que está na frente, certamente é um ambiente que pode favorecer a submissão, a passividade e a dependência, e não favorece o trabalho livre e criativo.

Outro aspecto a considerar, em relação ao ambiente escolar, refere-se ao material de trabalho colocado à disposição dos alunos.
É evidente que com salas abarrotadas de alunoso trabalho se torna mais difícil. O número de alunos deve possibilitar ao professor um atendimento individual, baseado num conhecimento de todos eles.

A administração da escola _ diretor e outros funcionários_ também pode influenciar de forma negativa ou positiva a aprendizagem. Se os alunos forem respeitados, valorizados e merecerem atenção por parte da administração, a influência será positiva. Se, ao contrário, predominar a prepotência, o descaso e o desrespeito, a influência será negativa.

De acordo com Paín (p.33, 1985) o problema de aprendizagem que se apresenta em cada caso, terá um significado diferente porque é diferente a norma contra a qual atenta e a expectativa que desqualifica.
Tanto os pais como os professores devem estar atentos quanto o processo de aprendizagem, tentando descobrir novas estratégias, novos recursos que levem a criança ao aprendizado.
Percebe-se que se os pais souberem do poder e da força dos seus contatos com seu filho, se forem orientados sobre a importância da estimulação precoce e das relações saudáveis em família, os distúrbios de aprendizagem poderão ser minimizados.
Considera-se fundamental importância para o desenvolvimento posterior dacriança e para sua aprendizagem escolar, os sentimentos que os pais nutrem por ela durante os anos anteriores à escola.

É sobretudo, à família, às suas características culturais ou situação econômica, que predominantemente se atribuià responsabilidade pela presença ou ausência das pré-condições de aprendizagem na criança.
No âmbito escolar, certas qualidades do professor, como paciência, dedicação, vontade de ajudar e atitude democrática, facilitam a aprendizagem. Ao contrário, o autoritarismo, a inimizade e o desinteresse podem levar o aluno a desinteressar-se e não aprender.
Além disso, métodos didáticos que possibilitam a livre participação do aluno, a discussão e a troca de idéias com os colegas e a elaboração pessoal do conhecimento das diversas matérias, contribuem de forma decisiva para a aprendizagem e desenvolvimento da personalidade dos educandos.

É importante que o professor e o futuro professor pense sobre sua grande responsabilidade, principalmente em relação aos alunos dos primeiros anos, sobre os quais,a influência do professor é maior.

Autora: Sandra Vaz de Lima
 


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

PAÍN, Diagnóstico e Tratamento dos Problemas de Aprendizagem. Porto Alegre: Artes Médicas, 1985.
PILETTI,Nelson. Psicologia Educacional. São Paulo: Ática,1999.
SMITH & STRICK. Dificuldades de Aprendizagem de A a Z . São Paulo: Artes Médicas, 2001.
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Discalculia, você sabe o que é isso???

 
 
A discalculia é uma má formação neurológica que provoca transtornos na aprendizagem de tudo o que se relaciona a números, como fazer operações matemáticas, fazer classificações, dificuldade em entender os conceitos matemáticos, a aplicação da matemática no cotidiano e na sequenciação numérica. Acredita-se que a causa dessa má formação pode ser genética, neurobiológica ou epidemiológica.

Normalmente, crianças e qualquer outra pessoa que possui tal distúrbio apresentam sinais como dificuldade com tabuadas, ordens numéricas, dificuldades em posicionar os números em folha de papel, dificuldade em somar, subtrair, multiplicar e dividir, dificuldade em memorizar cálculos e fórmulas, dificuldade em distinguir os símbolos matemáticos, dificuldade em compreender os termos utilizados.

Algumas das dificuldades ainda existentes em pessoas com discalculia é também caracterizada na dislexia, distúrbio que apresenta dificuldade em ler, escrever e soletrar, pois a pessoa com necessidade educativa especial possui dificuldade em interpretar o enunciado dos exercícios e dos conceitos matemáticos.

A discalculia já pode ser notada a partir da pré-escola, quando a criança tende a ter dificuldades em compreender os termos já utilizados, como igual, diferente, porém somente após a introdução de símbolos e conceitos mais específicos é que o problema se acentua e sim já pode ser diagnosticado.

Existem métodos que podem facilitar a vida dessas pessoas quando necessitam da matemática. Para melhorar o seu desempenho, o professor deve permitir que o indivíduo utilize tabuada, calculadora, cadernos quadriculados e elaborar exercícios e provas com enunciados mais claros e diretos. Ainda pode estimular o indivíduo passando trabalhos de casa com exercícios repetitivos e cumulativos.
                                   Por gabriela cabral
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A importância da leitura nos primeiros meses



Os conhecimentos acerca dos primeiros anos de vida das crianças têm aumentado e mudado a perspectiva que se tinha dos recém-nascidos. Sabe-se agora que esta fase é crucial no seu desenvolvimento e que muitas são as aprendizagens que estão a ser feitas nesta etapa das suas vidas em que o cérebro ainda está em desenvolvimento.
Competências importantes para o desenvolvimento da linguagem e da literacia (aprendizagem da leitura e da escrita) podem e devem ser estimuladas desde as mais tenras idades.
 Ler para a criança desde cedo é uma forma simples de promover o desenvolvimento da linguagem bem como de estabelecer os pilares para uma posterior literacia.
A pesquisa mais recente na área da literacia afirma que as competências necessárias à linguagem, à leitura e à escrita se desenvolvem simultaneamente e estão intrinsecamente ligadas. O desenvolvimento da literacia é um processo contínuo que se inicia nos primeiros anos de vida e as experiências positivas que as crianças pequenas têm com livros, revistas, lápis, papéis e com os adultos significativos nas suas vidas vão ter um impacto ao nível do desenvolvimento da linguagem, da escrita e da leitura posteriormente. Deste modo, ler desde cedo para os bebés constitui uma actividade estimulante e benéfica para o seu desenvolvimento.
Mas que livros se adequam a crianças com poucos meses?
Nos primeiros meses de vida, dos 0 aos 6 meses, os livros que despertam a atenção das crianças são simples, com imagens ou formas grandes e com cores brilhantes. Em relação ao material, poderão ser de papelão, dobráveis ou de tecido ou vinil com imagens simples de pessoas ou objectos familiares que possam ser laváveis.
Entre os 6 e os 12 meses, o seu bebé pode gostar especialmente de livros que “façam” coisas. Algumas boas escolhas poderão ser livros de borracha ou de plástico que possam ser levados para o banho, com diferentes texturas ou orifícios para que possam pôr os dedos e com peças que se levantem para ver as imagens que estão por baixo.
Deixamos aqui algumas dicas úteis para que facilmente possa identificar o interesse do bebé pelos livros:
- Virar as páginas enquanto ouve ou brinca com um livro
- Levantar e deixar cair os livros
- Abrir e fechar os livros
- Levá-lo à boca ou mastigá-lo
Dicas para a leitura nos primeiros meses:
Tenha sempre em mente que as crianças aprendem através da brincadeira e no caso da leitura, isto não é uma excepção. Compre livros resistentes e dê ao bebé a oportunidade de brincar com ele e de o manusear à sua vontade.
- Deixe o bebé “ler” à sua maneira. O bebé pode apenas ficar quieto durante a leitura de algumas páginas, virar as páginas rapidamente ou querer olhar apenas para uma figura. Até pode querer levá-lo somente à boca em vez de ouvir a história ou folheá-lo de pernas para o ar! Siga o interesse do bebé para tornar a experiência gratificante para ele e não uma experiência de frustração. Estes pequenos gestos vão incentivar o seu interesse pela leitura desde tão tenra idade.
- A importância da repetição. Os bebés aprendem através da repetição porque isso lhes possibilita terem várias oportunidades de compreenderem. Quando os bebés mostram estar interessados num livro ou numa figura, dê-lhes o tempo que quiserem para poderem olhar para a figura ou para ouvirem várias vezes a mesma história.
- Ler bastante. Ler livros juntamente com o seu bebé ajudá-lo-á a julgar a leitura uma actividade agradável posteriormente bem como a familiarizá-lo com os livros desde cedo.
- Utilizar livros nas rotinas diárias do bebé. Ler para o bebé quando e hora de dormir, partilhar livros de borracha no banho ou ler-lhe enquanto esperam a consulta no médico são momentos nos quais poderá facilmente introduzir o hábito de ler para o seu bebé.
- Conte a história de uma forma divertida. Utilize diferentes tons de voz para as diferentes personagens enquanto lê para manter o interesse do bebé.
- Recorde-se que um bebé só consegue estar atento durante curtos períodos de tempo e dispense apenas alguns minutos de cada vez para explorar um livro.
Autoria: Gymboree Play & Music

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Como ensinar crianças com deficiência intelectual a brincar


Através do brincar a criança pode desenvolver sua coordenação motora, suas habilidades visuais e auditivas e seu raciocínio criativo. Está comprovado que a criança que não tem grandes oportunidades de brincar, e com quem os pais raramente brincam, sofre bloqueios e rupturas em seus processos mentais.
As crianças sem deficiência mental brincam espontaneamente, ou aprendem rapidamente através de imitação. Elas tentam todos os tipos de brincadeiras novas por curiosidade. As crianças deficientes, que têm um menor grau de comprometimento em seu desenvolvimento cognitivo, também aprendem por imitação, contudo, frequentemente necessitam ligeira ajuda para torná-las mais inquisitivas.
Já as crianças com maior grau de comprometimento em seu desenvolvimento cognitivo necessitam que lhes ensinem muita coisa e nesses casos a imitação quase não funciona. É necessário ensinar a tarefa em si e mostrar que o processo é divertido.
            Atividades para crianças com deficiência mental

É importante dividir qualquer tarefa em etapas gradativas, tão pequenas quanto for necessário. Por exemplo, começar por um jogo simples, colocando uma bola pequena numa xícara. Comece com o Auxílio Mínimo até o Auxílio Máximo, siga a lista abaixo até obter uma resposta.

Auxílio Mínimo
 1. Instrução verbal
Com a bola dentro da xícara apenas fale: “”pegue a bola”.”
2. Fala e gesto
Com a bola dentro da xícara fale: “”pegue a bola”” e aponte para a xícara.
 3. Orientação
Retire a bola da xícara e guie a criança até ela, ao falar “”pegue a bola””.
 Auxílio Máximo
Com base na atividade mencionada anteriormente, faça um seguimento completo: segure a mão da criança, feche seus dedos ao redor da bola, posicione sua mão sobre a xícara e faça-a soltar a bola.
Você pode repetir a atividade de tirar e colocar a bola na xícara para trabalhar a percepção da criança

E no que diz respeito ao estímulo?
  1. Quando alguma coisa nova for feita, elogie.
  2. Quando uma habilidade antiga for usada, fique apenas contente.
  3. À medida que uma habilidade nova se torna antiga, reduza o elogio pouco a pouco.
  4. Lembre-se sempre de manifestar o maior prazer quando aparecer uma habilidade nova – muito elogio, um abraço, um doce.
Este seu estímulo ficará associado à tarefa. Com o tempo a tarefa será executada, mesmo com você ausente, devido a este estímulo lembrado. Então, embora talvez com alguns poucos brinquedos, você verá a criança brincar. Não será mais uma “tarefa” para nenhum de vocês dois.
Uma técnica especial é particularmente útil a ensinar a brincar. Baseia-se na idéia de sucesso completo em cada etapa. Um bom exemplo é usar um quebra-cabeça.
Utilizando um quebra-cabeça
Fazemos muitas deduções quando executamos um quebra-cabeça porque já montamos um anteriormente. Isto quer dizer que muitas pessoas que ensinam o manuseio deste brinquedo ou tipos semelhantes às crianças, ensinam erradamente. Não é efetivo espalharmos o quebra-cabeça quando o tiramos da caixa, com as peças todas separadas na frente da criança, ou colocar talvez algumas peças juntas e esperar que ela termine a montagem.
Veja a coisa através dos olhos da criança com deficiência mental. Ela não sabe o que está fazendo, se ele colocar uma peça no lugar, a coisa toda parece que ficou igual e ainda incompleta. O resultado é frustração.
Comece de outro jeito e as coisas ficam diferentes!
1. Monte você mesmo o quebra-cabeça e converse acerca dele.
2. Tire uma de suas peças.
3. Faça com que a criança reponha a peça. Ela terminou? Diga-lhe que isso é um sucesso alcançado!
4. Tire outra peça, ou talvez a primeira que removeu e mais uma.
5. Faça com que a criança complete o jogo. Ela teve sucesso mais uma vez!
6. Repita a ação com outras peças.
Esta técnica, chamada encadeamento é muito útil quando é importante evitar o fracasso. Simplesmente, comece do fim e dê uma marcha ré. Isso é muito bom para qualquer brinquedo seqüencial: um quebra-cabeça, um ábaco, jogos de construção e muitos outros.
Atenção: Problemas poderão ocorrer quando não houver contato de olhos (com você ou com o brinquedo): quando a criança adormece, tem conduta destrutiva ou agressiva. Devemos evitar acomodações, perda de iniciativa ou tendência ao isolamento.
A deficiência lúdica do deficiente mental decorre de vários fatores:
 Baixa capacidade de atenção.
  • Instabilidade psicomotora.
  • Tendência a repetição estereotipada dos mesmos jogos.
  • Ausência de iniciativa.
  • Dificuldades motoras.
  • Dificuldade para ater-se às regras.
  • Fragilidade às frustrações.
Na brincadeira a criança deve respeitar as regras, submeter-se à disciplina, participar de equipes, aprender a ganhar e a perder. É um treino para a vida. A diferença é que a criança com deficiência mental tem que ser ensinada a jogar porque dificilmente vai começar espontaneamente. As regras do jogo têm que ser bem explicadas, com poucas palavras e de forma bem clara. Precisará de apoio para conformar-se a perder, ou a ganhar, sem ufanar-se muito, a respeitar as regras e a controlar-se.

Fonte: Derek Blackburn (Londres)| traduzido por Nylse Cunha, diretora do Instituto Indianópolis e fundadora da 1ª Brinquedoteca Brasileira.

Texto adaptado para divulgação no site do Instituto Indianópolis, com informações do blog de Elizabet Salgado, psicopedagoga e fonoaudióloga.

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