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A importância do sono em crianças e adolescentes

 
 
 
Vários estudos têm mostrado que o adolescente é naturalmente sonolento durante o dia. Não somente pelo seu menor interesse pela vida doméstica, mas porque, ao reduzir suas horas de sono noturno, ele compromete seu humor, suas capacidades de atenção e de interação, seu rendimento físico e escolar.
A necessidade de as pessoas dormirem quando estão com sono é sabidamente menor ao longo da vida. Entretanto, o que acontece na puberdade para que ocorram as bruscas reduções no tempo de descanso nessa faixa etária não é uma menor necessidade de sono, mas uma imposição dos comportamentos da família e da sociedade moderna. O adolescente burla seu sono diante da vasta demanda de suas atividades escolares e sociais e diante do prazer dos bate-papos na internet e dos jogos eletrônicos.
            Vários estudos têm mostrado que o adolescente é naturalmente sonolento durante o dia. Não somente pelo seu menor interesse pela vida doméstica, mas porque, ao reduzir suas horas de sono noturno, ele compromete seu humor, suas capacidade de atenção e de interação, seu rendimento físico e escolar. Nada disso é alarmante no contexto da adolescência e precisa ser compreendido.
            Além disso, a biologia do adolescente concorre para esse estado de demandas. Sabemos, através de estudos com polissonografia e eletroencefalografia, que algumas alterações nas ondas cerebrais dos adolescentes fazem-nos mais sonolentos durante o dia, mesmo após uma boa noite de sono. Essas alterações, frente à alta demanda hormonal em andamento, podem realmente se chocar e alterar a dinâmica de sono e vigília na puberdade.
            Enquanto fisiológicas, essas mudanças, no padrão de sono e vigília dos adolescentes, podem parecer inofensivas. Entretanto, devemos cuidar para que eles não ultrapassem seus limites de tolerância, pois isso poderá torná-los susceptíveis a insônia e a transtornos do humor e da ansiedade, comportamentos que poderão persistir na vida adulta.
 
 
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EPILEP O QUÊ?

“Coisa estranha essa de e-p-i-l-e-p-s-i-a, né? A pessoa fica tonta, desmaia, treme e depois acorda com sono!”. Pois é, coisa estranha mesmo. Mas você sabia que a epilepsia não é sempre assim? Algumas pessoas são epiléticas e nem desmaiam, sabia?

O que eu quero explicar pra vocês nesse primeiro post é que existem muitas maneiras que a doença da epilepsia pode se manifestar. E pra que eu consiga explicar tudinho, vou começar falando do corpo humano…

O nosso corpo é uma máquina perfeita, que realiza inúmeras funções ao mesmo tempo, desde funções vitais, como, por exemplo, os batimentos cardíacos, até funções que não são essenciais para a vida, como aquela corridinha quando a chuva começa a cair. A coordenação de todas essas coisas que acontecem simultaneamente deve ser extremamente rigorosa, e é aí que entra o sistema nervoso na história. O sistema nervoso é como se fosse uma fábrica. O cérebro, chefe da fábrica, divide as tarefas entre os funcionários, que seriam os neurônios, maneja o ganho e o gasto de energia, e também compensa a falta de um funcionário colocando outro operário que realiza a mesma função no lugar daquele que faltou, ou até criando outra maneira de compensar essa falta.

A grande figura do sistema nervoso é, portanto, o cérebro, que concentra todas as informações essenciais para a nossa vida e que permite que a gente perceba, identifique e interprete o mundo que nos rodeia.

Tudo bem, mas o que nós, epiléticos, temos a ver com isso? Bom, é que a epilepsia é uma doença que causa um descontrole momentâneo no sistema nervoso, e esse descontrole resulta nos sintomas das crises epiléticas. Isto quer dizer que o cérebro de um epilético funciona normalmente na maior parte do tempo, e durante as crises, então, existe um excesso de trabalho dos neurônios, que causam as mais diversas formas de expressão da doença.

As pessoas que desmaiam durante as crises epiléticas, também conhecidas por crises convulsivas, possuem, no mínimo, metade do cérebro afetado pelo descontrole neuronal. O pior tipo de epilepsia, dentre os vários existentes, é este de crises convulsivas que fazem a pessoa perder a consciência, principalmente se esta crise durar mais que 5 minutos, sendo que quanto maior a duração da crise convulsiva, maior a probabilidade de haver dano cerebral irreversível. Existem pessoas que também são epiléticas e não desmaiam; elas possuem crises que as fazem ouvir ou ver coisas que não existem, possuem pequenos tremores focais (localizados em alguma parte do corpo determinada), e um tipo especial de epilepsia faz com que a pessoa fique ausente por alguns segundos, sem que ela ouça, veja ou sinta qualquer coisa durante este pequeno espaço de tempo. Estes três últimos tipos de crises convulsivas não são os clássicos, em que as pessoas têm as contrações musculares típicas de convulsões, mas também precisam de acompanhamento médico e, muitas vezes, do uso de medicamentos.

No final das contas, o que mais vale é a combinação de mente aberta e informação. A epilepsia não é loucura; é uma doença como muitas outras doenças, que tem tratamento e que precisa de cuidados. Ah, e sabe de mais uma coisa? Você provavelmente conhece algum epilético e não sabe disso, e o fato de esta pessoa sofrer de uma doença neurológica não a faz menos favorecida! E então, vamos olhar pros epiléticos de um jeito diferente a partir de hoje? ;)


Retirado do endereço: http://crisesdefelicidade.wordpress.com/2014/03/23/epilep-o-que/
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Emilia Ferreiro


Emilia Ferreiro, psicológa e pesquisadora argentina, radicada no México, fez seu doutorado na Universidade de Genebra, sob a orientação de Jean Piaget.
"Emilia Ferreiro aprofunda um aspecto importante no processo de construção da leitura e escrita: problema cognitivo envolvido no estabelecimento da relação entre o todo e as partes que o constituem. Emilia nos mostra que a criança elabora uma série de hipóteses trabalhadas através da construção de princípios organizadores, resultados não só de vivências externas mas também por um processo interno. Mostra também como a criança assimila seletivamente as informações disponíveis e como interpreta textos escritos antes de compreender a relação entre as letras e os sons da linguagem." (Emilia Ferreiro - Alfabetização em Processo - Cortez. Editora)
A alfabetização inicial é considerada em função da relação entre o método utilizado e o estado de "maturidade" ou de "prontidão" da criança. Os dois pólos do processo de aprendizagem ( quem ensina e quem aprende ) têm sido caracterizados sem que se leve em conta o terceiro elemento da relação: a natureza do objeto de conhecimento envolvendo esta aprendizagem.
A escrita pode ser considerada como uma representação da linguagem ou como um código de transcrição gráfica das unidades sonoras. A invenção da escrita foi um processo histórico de construção de um sistema de representação, não um processo de codificação.
Existem dois sistemas envolvidos no início da escolarização ( o sistema de representação de números e o sistema de representação de linguagem ), as dificuldades que as crianças enfrentam são dificuldades conceituais semelhantes às da construção do sistema e por isso pode-se dizer, em ambos os casos, que a criança reinventa esses sistemas. Não é reinventar as letras e, ou os números, mas compreender seu processo de construção e suas regras de produção.
A distinção que estabelecem entre Sistema de Codificação e Sistema de Representação não é apenas terminológica. Suas consequências para a ação alfabetizadora marcam uma nítida linha divisória.
Quando uma criança escreve tal como acredita que poderia ou deveria escrever certo conjunto de palavras, está oferecendo um valiosíssimo documento que necessita ser interpretado para ser avaliado. Aprender a lê-las , interpretá-las é um longo aprendizado que requer uma atitude teórica definida.
Do ponto de vista construtivo, a escrita infantil segue uma linha de evolução surpreendente regular, através de diversos meios culturais. Aí podem ser distinguidos três grandes períodos no interior dos quais cabem múltiplas subdivisões:
·         distinção entre o modo de representação- icônico e o não icônico.
·         a construção de formas de diferenciação ( controle progressivo das variações sobre os eixos qualitativo e quantitativo )
·         a fonetização de escrita ( que se inicia com um período silábico e culmina no período alfabético).
"A escrita não é um produto escolar, mas sim um objeto cultural, resultado do esforço coletivo da humanidade. Como objeto cultural, a escrita cumpre diversos funções de existência ( especialmente em concentrações urbanas)".
Resultado de situações experimentais demonstram que as crianças elaboram:
·         ideias próprias a respeito dos sinais escritos,
·         ideias estas que não podem ser atribuídas à influência do meio ambiente.
Crianças aos 4 anos: Informações específicas revelam que  a orientação convencional ( da esquerda para a direita e de cima para baixo ) raramente está presente, quando aparece , combina com outras, com tendência para alternância. Esta alternância consiste em dar continuidade ao ato de assimilar; continuar do ponto onde parou , originando assim uma combinação de direção alternativa em cada linha ou coluna.
A criança que cresce em um meio "letrado" está exposta à influência de uma série de interações. As crianças não precisam atingir uma certa idade e nem precisam de professores para começar a aprender. A partir do nascimento já são construtoras de conhecimento. Levantam problemas difíceis e abstratos e tratam por si próprias de descobrir respostas para elas. Estão construindo objetos complexos de conhecimento. E o sistema de escrita é um deles.
O propósito de manter o processo de aprendizagem sob controle, traz implícita a suposição de que os procedimentos de ensino determinam os passos na progressão da aprendizagem.
" Emilia Ferreiro descobriu e descreveu a "psicogênese da língua escrita" e abriu espaço para um novo tipo de pesquisa em pedagogia. Ela desloca a investigação do "como se ensina" para "o que se aprende". O processo de alfabetização nada tem de mecânico do ponto de vista da criança que aprende. A criança constrói seu sistema interativo, pensa, raciocina e inventa buscando compreender esse objeto social complexo que é a escrita. Essa mudança conceitual sobre a alfabetização acaba levando a mudanças profundas na própria estrutura escolar". (Cortez-Editora).
( Fragmentos de textos extraidos da obra: Emilia Ferreiro - Reflexões sobre Alfabetização)
22ª edição - Cortez Editora
Algumas de suas constatações:
"Nenhuma criança chega à escola ignorando totalmente a língua escrita. Elas não aprendem porque vêem e escutam ou por ter lápis e papel à disposição, e sim porque trabalham cognitivamente com o que o meio lhes oferece."
"Para aprender a ler e a escrever é preciso apropriar-se desse conhecimento, através da reconstrução do modo como ele é produzido. Isto é, é preciso reinventar a escrita. Os caminhos dessa reconstrução são os mesmos para todas as crianças, de qualquer classe social."
"Um dos maiores danos que se pode fazer a uma criança é levá-la a perder a confiança em sua própria capacidade de pensar." (Nova Escola nº 28)

Biografia
Emilia Ferreiro nasceu na Argentina em 1936. Doutorou-se na Universidade de Genebra, sob orientação do biólogo Jean Piaget, cujo trabalho de epistemologia genética (uma teoria do conhecimento centrada no desenvolvimento natural da criança) ela continuou, estudando um campo que o mestre não havia explorado: a escrita. A partir de 1974, Emilia desenvolveu na Universidade de Buenos Aires uma série de experimentos com crianças que deu origem às conclusões apresentadas em Psicogênese da Língua Escrita, assinado em parceria com a pedagoga espanhola Ana Teberosky e publicado em 1979. Emilia é hoje professora titular do Centro de Investigação e Estudos Avançados do Instituto Politécnico Nacional, da Cidade do México, onde mora. Além da atividade de professora - que exerce também viajando pelo mundo, incluindo frequentes visitas ao Brasil -, a psicolinguista está à frente do site www.chicosyescritores.org, em que estudantes escrevem em parceria com autores consagrados e publicam os próprios textos.


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Lauren Potter, acessora de Barack Obama


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, terá como assessora para assuntos relacionados a deficiências intelectuais, a atriz Lauren Potter, que tem síndrome de Down.

A atriz, que interpreta a animadora de torcida Becky, na série norte americana Glee, foi contratada para trabalhar no Comitê Presidencial para as Pessoas com Deficiência Intelectual.

O convite aconteceu devido ao engajamento de Lauren Potter na luta pelos direitos das pessoas com deficiência e em campanhas contra o bullying.

Potter declarou à TV americana CNN: “É importante para mim que as pessoas com deficiência intelectual sejam representadas e tratadas de forma justa e tenham as mesmas oportunidades que todos os outros americanos”.

Atriz com síndrome de down do seriado Glee diz: “Ainda sou intimidada por ser diferente”

Bullying: características e tipos

“Nossos desafios são os mesmos como muitos outros, queremos uma escola segura – livre de intimidação e provocação – e que sejamos bem-vindos em parques, centros de recreação e outras atividades comunitárias. Queremos trabalho e moradia, mas principalmente queremos ser tratados como vocês querem ser tratados – com respeito”.

Potter irá juntar-se a 33 funcionários do governo e trabalhará para uma mudança positiva. Obama está feliz por ter a atriz trabalhando em sua equipe. Ele afirma: “Estou grato que essas pessoas talentosas e dedicadas assumam papéis importantes e dediquem seus talentos para servir o povo americano. Estou ansioso para trabalhar com eles nos próximos meses e anos.”.

Fonte: http://www.deficienteciente.com.br/
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COMO CONVERSAR DE SEXO COM SEUS FILHOS

                                            
Falar sobre sexo com os filhos é tão importante quanto constrangedor para muitos pais. Vergonha e a própria educação recebida os bloqueiam para uma atitude mais natural diante desse tipo de  questionamento fazendo desse um assunto difícil de transmitir em palavras.

 Fato é que o interesse pelo tema tem aparecido cada vez mais cedo. Então, se você ainda não falou sobre sexo com eles, saiba que a sociedade já e, muitas vezes, de uma forma que eles não conseguiram entender.

Assim, com o aumento do estímulo sexual não dá para colocar o sexo distante da vida dos pequenos, até mesmo porque não é um tema proibido ou um mito a ser evitado por ninguém. Sexo existe, ainda que se ignore o assunto.

Mas, muitos pais se questionam sobre quando seria o momento ideal para se ter uma conversa desse tipo. Quando a criança começar a se interessar pelo corpo, ou pelo assunto, já pode e deve ser abordado, respeitando sempre sua curiosidade e desenvolvimento emocional.

Então, nada de dizer que esse não é um assunto do seu interesse, mas tenha em mente a idade da criança. Fale de maneira simples, direta e, ao mesmo tempo, descontraída, sem ir além daquilo que foi perguntado. O ideal é trazer o assunto aos poucos, à medida que a curiosidade for aumentando, ou seja, não resumido a uma só conversa, pois permitir que o tema volte é bem mais eficiente e educativo.

Caso não haja perguntas, os pais podem tomar a frente. Divida com seu filho as dúvidas e os sentimentos que tinha na idade dele e explique que o ato sexual pode ser prazeroso e, ao mesmo tempo, trazer alguns transtornos caso não haja precauções. Não deixe de fora questões como doenças sexualmente transmissíveis, virgindade, o uso correto de método contraceptivos, a necessidade do preservativo, a influência dos amigos, o afeto que envolve o ato e, até mesmo, o abuso sexual, explicando sobre os limites e dizendo que ninguém tem o direito de tocar o seu corpo e nem de obrigá-lo a fazer algo que não queira.

Informe sobre os órgãos genitais e como eles funcionam, sobre as diferenças entre os gêneros masculino e feminino, dando exemplos do dia-a- dia.

Responda ao que foi perguntado: Vale perguntar o que já se sabe sobre o assunto ou como começou essa dúvida; pois isso, ajuda no caminho que seguirá na hora da explicação, mas nada de ficar dando voltas sem responder. Tenha certeza de que seu filho teve a consideração que merecia. Respostas insuficientes não acabarão com a curiosidade e o assunto poderá ser abordado por pessoas não confiáveis. Então, responda sempre, ainda que a pergunta já tenho sido feita outras vezes, pois se ela se repete é sinal de que a criança continua confusa sobre o assunto. Escolha o momento apropriado: Uma pergunta feita em um ambiente inadequado não precisa ser respondida na mesma hora, mas deve-se deixar a garantia de que será respondida depois, em um momento oportuno. Explique que não é a hora para essa conversa e você estará preservando a relação e o seu filho.

E se eu não souber? Não precisa se preocupar afinal ninguém tem que saber de tudo. Vocês podem procurar juntos pela resposta, mas não deixe a criança sem uma. Nunca minta ou invente explicações. Responda com o mesmo cuidado que você gostaria de receber caso a dúvida fosse sua. Não precisa procurar por uma resposta perfeita, pois tudo vai depender da idade do seu filho e da intimidade que a família tem com o assunto.

Respeite a pergunta: Esse não é um assunto sem importância, assim como não é algo sujo. Cuidado com os preconceitos e não se envergonhe de uma tendência natural. Não trate o sexo como algo feio ou imoral, mas com a naturalidade que merece. Independente da idade, seus filhos podem fazer pergunta sobre sexo a qualquer momento. Isso não quer dizer que tenham interesse em fazer sexo. Não precisa se preocupar e acreditar que ao esclarecer as dúvidas, você estará estimulando precocemente a sexualidade deles.

Autora: Ana Paula Veiga

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