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leilabam@terra.com.br
Perfil do aluno com dificuldades na escola
1.
Possuem,
normalmente, mais de três irmãos;
2.
Os
pais são separados e quem cria o filho são as avós;
3.
Nível
de escolaridade baixo, os pais sem o ensino fundamental;
4.
Famílias
desestruturadas, onde cadernos e agenda nunca são assinados;
5.
Nunca
comparecem as reuniões da escola;
6.
Não
possuem telefone fixo e o celular nunca atende ou está fora de área;
7.
Os
cadernos desorganizados, sem capa;
8.
Material
escolar sempre incompleto;
9.
Faltosos
demais;
10.
Chegam
tarde, pois perdem a hora muito facilmente;
11.
Pais
que conhecem como ninguém seus direitos e por qualquer motivo enviam bilhetes
malcriados aos professores;
12.
Não
sabem o nome da professora do filho e nem a série em que ele estuda;
13.
Os
pais vivem de “bico”, trocando bastante de emprego;
14.
Quando
aparecem na escola falam: “Só se eu matar professora, não sei mais o que
fazer!”.
E
o tempo passa...
Leila
Bambino
(Psicopedagoga- Clínica)leilabam@terra.com.br
2
No 3º bimestre trabalhei com o meu 4° ano o corpo humano na disciplina de ciências. Muitos sistemas foram estudados e depois sugeri aos alunos que fizéssemos uma apresentação para as outras séries sobre os temas estudados.
Quando concluímos os assuntos dividi a turma em grupos e um dos membros sorteou o sistema para apresentar.
Durante dois dias eles puderam, em grupos, confeccionar os cartazes, elaborar os assuntos e depois apresentar, primeiramente para nossa sala, para que eu pudesse fazer os acertos necessários e dar algumas dicas e depois para os convidados das séries iniciais.
Eles aprenderam com esta dinâmica:
Abaixo seguem as fotos dos alunos em seus estandes:
Corpo Humano
No 3º bimestre trabalhei com o meu 4° ano o corpo humano na disciplina de ciências. Muitos sistemas foram estudados e depois sugeri aos alunos que fizéssemos uma apresentação para as outras séries sobre os temas estudados.
Quando concluímos os assuntos dividi a turma em grupos e um dos membros sorteou o sistema para apresentar.
Durante dois dias eles puderam, em grupos, confeccionar os cartazes, elaborar os assuntos e depois apresentar, primeiramente para nossa sala, para que eu pudesse fazer os acertos necessários e dar algumas dicas e depois para os convidados das séries iniciais.
Eles aprenderam com esta dinâmica:
·
Vencer
seu medo de falar em público;
·
Pesquisar
algo a mais do que o conteúdo dado em sala;
·
Trabalhar
em equipe;
·
Observar
que cada amigo tem uma habilidade diferente, uns gostam de desenhar, outro de
falar, outro de organizar os cartazes.
Abaixo seguem as fotos dos alunos em seus estandes:
1
Participe da vida escolar de seu filho
Elaborado
por Leila Bambino (Psicopedagoga-Clínica)
1. Por mais atarefado
que seja seu dia, reserve uma hora para seu filho. Pergunte como foi seu dia na
escola, o que aprendeu de novo e o que mais teve dificuldade.
2. Acompanhe a tarefa
de seu filho, de preferência se ocupando de algo, como uma leitura ou revisão
de algumas contas do orçamento. De nada adianta ficar no mesmo espaço, fazendo
mil e uma coisas, pois isto acaba dispersando a atenção da criança durante as
tarefas. Pense nisso!
3. Estabeleça regras:
horário para estudar, local apropriado, ambiente calmo, bem iluminado e sem
distrações.
4. Ajude seu filho em
caso de dúvidas. JAMAIS faça a tarefa por ele.
5. Incentive-o a tirar
dúvidas com o professor.
6. Acompanhe as atividades
dadas na escola. Veja se os exercícios foram corrigidos e vistos pelo
professor.
7. Olhe todos os dias
a agenda de seu filho. Não espere que ele lhe mostre.
8. Participe das
reuniões e palestras que acontecem na escola.
9. Valorize os
professores que trabalham com seu filho. Procure informar-se sobre sua
formação.
10. Estimule a leitura
através do exemplo. Se você for constantemente visto lendo algo, com certeza
seu filho vai querer fazer igual.
11. Estimule a escrita,
deixando bilhetes carinhosos para seu filho e pedindo que ele faça o mesmo.
12. Não negocie notas.
Não prometa bens materiais em troca de notas. Estudar é obrigação de seu filho,
sem barganhas.
7

Profissão de risco: Professor

As coisas dentro dos muros escolares estão
mudando (para pior). Infelizmente ser professor hoje é correr riscos. Não se
tem mais o respeito da sociedade. As leis existem para beneficiar somente os
alunos e eles sabem disso...
As escolas estão adoecendo, com professores
desestimulados em salas repletas de alunos que simplesmente não querem
aprender.
O professor está com medo de usar a sua
autoridade, pois o aluno tem em seu benefício a lei. São ameaçados e coagidos o
tempo todo com palavrões e mensagens sublimadas que fazem tremer a qualquer
pessoa.
Não se pode cobrar o uniforme, retirar o
celular, coibir as conversas, exigir as tarefas. Se os professores agirem desta
forma, estarão respondendo processo administrativo - muitos deles chegando ao
ministério público.
Quando se chamam os pais e estes vêm até a
escola, costumam proteger os filhos e achar justificativas para seu
comportamento. Se estiverem separados, a culpa é do pai que não visita, é da
mãe que o abandonou, é do professor que está cobrando demais, é dos jogos
eletrônicos muito violentos, é das companhias erradas e por aí vai. Poderíamos
encher folhas e mais folhas de desculpas...
A cada nova pesquisa realizada vai-se atrás
dos motivos do aumento da violência nas escolas. Criam-se projetos para buscar
justificativas, metodologias, problematizações e fundamentação teórica que de
alguma forma tragam respostas para este momento caótico vivido na educação.
O que afinal está acontecendo? As famílias
mudaram, a sociedade mudou, as pessoas mudam, mas será que os valores devem
mudar também? Será que se não moro numa família constituída de pai, mãe, filhos
e cachorros vai mudar a verdadeira essência que vem de exemplos e atitudes e
não de palavras jogadas ao vento?
Até quando vamos tentar encontrar culpados
para ações que nós próprios desencadeamos? Desde quando trabalhar fora é motivo
para não dar atenção aos filhos? Desde quando uma criança de 6 anos exige dos
pais um celular, do contrário ameaça gritar e sapatear? O que as pessoas irão
dizer?
Aí vêm aqueles teóricos que estudam a
natureza humana dizer que temos que nos acostumar. Teóricos estes que não sabem
o que é uma sala de aula, não convivem com o dia-a-dia estressante de 40 horas
e, às vezes, 60 horas, lado a lado com jovens que acham que o céu é o limite.
O professor está adoecendo. Perde-se aquele
profissional que deveria mediar o conhecimento, apontar direções, ser referência
e um modelo vivo de dedicação e respeito. Este profissional está entrando em
extinção, infelizmente!
Leila Bambino
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