De tempos em tempos alguém me pede indicação de escolas inclusivas, geralmente são pais em busca de um lugar para os seus filhos mas, de vez em quando, também são professores de escolas que rejeitaram algum aluno e que tentam indicar um outro lugar para os pais que os procuraram.
Infelizmente essa é uma informação que eu não possuo, ou melhor, possuo, mas não da forma como as pessoas gostariam de ouvir.
Não existem escolas inclusivas ou, pelo menos até hoje, eu não conheci nenhuma. E não existem porque o nosso sistema educacional, seja ele público ou privado, ainda está muito longe de ser inclusivo.
Claro que quem acredita que inclusão significa apenas ter alunos com alguma deficiência na escola vai encontrar centenas de escolas inclusivas. Só na rede municipal de São Paulo são mais de mil escolas. Mas não é isso que torna inclusiva uma escola.
Outros entendem que são as escolas que "aceitam", como se inclusão fosse apenas uma concessão que a escola faz aos que ela consideram como diferentes.
Não poucos entendem que a escola inclusiva é aquela que faz a sua parte, desde que a pessoa incluída se prepare para acompanhar as suas regras inflexíveis, alguns chegam mesmo a contratar profissionais para tomar conta dos seus filhos dentro da escola (e ainda chamam esses profissionais de "mediadores"...).
Quando encontram uma escola que tem uma estrutura especial para os alunos com deficiência acreditam que chegaram ao nirvana inclusivo. Quem não quer uma escola toda equipada para as necessidades ("especiais"?!?) das pessoas com deficiência, mesmo considerando que as pessoas sem deficiência não se beneficiam disso?
Escola inclusiva só vai existir quando a educação passar por uma transformação profunda, valorizando a individualidade de cada e de todos os alunos.
Quando, ao invés de concessões, houver uma ruptura no sistema atual que conduza a uma escola que não estabeleça condições para matricular os alunos (com e sem deficiência).
Quando o sistema representar a existência de uma escola que seja boa para todos.
Quando as mudanças beneficiarem toda e qualquer pessoa.
Isso só vai acontecer quando escolas, pais e alunos pararem de olhar só para os seus interesses e entenderem que o interesse de todos está acima dos seus umbigos. Isso não vai cair do céu, nem virá do planalto central.
Enquanto isso não acontece, vou continuar recomendando aos pais que procurem escolas que tenham a ver com seus valores e crenças, como procurariam para qualquer outro filho sem deficiência e que, junto com a escola, procurem transformá-la num ambiente inclusivo.
E que fujam da tentação da escola que aceita, da escola que privilegia, da escola que impõe fardos ilegais.
19/10/2011 - Fábio Adiron
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Texto retirado integralmente do blog Xiita da Inclusão.
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Perguntas mais comum sobre as Dificuldades de Aprendizagem
1. Qual a diferença entre “Transtorno” e “Dificuldade” de aprendizagem?
A Dificuldade de Aprendizagem pode ser sanada com intervenções bem feitas por um professor/educador. Muitas vezes uma mudança de estratégia no método de ensino ou no contexto educacional basta para que o problema desapareça. O Transtorno de Aprendizagem é mais sério e compromete na maioria das vezes o sistema neurológico. Necessidade de maiores cuidados, podendo prolongar-se em toda a vida do indivíduo.
2. Quais são os transtornos de aprendizagem mais comuns?
Dislexia: A dislexia é um distúrbio na leitura afetando a escrita, normalmente detectado a partir da alfabetização, período em que a criança inicia o processo de leitura de textos. Seu problema torna-se bastante evidente quando tenta soletrar letras com bastante dificuldade e sem sucesso.
Características: • Demora em aprender a segurar a colher para comer sozinho, a fazer laço no cadarço do sapato, pegar e chutar bola. • Atraso na locomoção. • Atraso na aquisição da linguagem. • Dificuldade na aprendizagem das letras. • Inversões de sílabas: em/me, sol/los, las/sal, par/pra. • Adições ou omissões de sons: casa lê casaco, prato lê pato. • Ao ler pula linha ou volta para a anterior. • Soletração defeituosa: lê palavra por palavra, sílaba por sílaba, ou reconhece letras isoladamente sem poder ler. • Usa os dedos para contar.
Disgrafia : Também chamada de letra feia. Isso acontece devido a uma incapacidade de recordar a grafia da letra. Ao tentar recordar este grafismo escreve muito lentamente o que acaba unindo inadequadamente as letras, tornando a letra ilegível.
Características • Lentidão na escrita. • Letra ilegível. • Escrita desorganizada. • Traços irregulares: ou muito fortes que chegam a marcar o papel ou muito leves. • Desorganização geral na folha por não possuir orientação espacial. • Desorganização do texto, pois não observam a margem parando muito antes ou ultrapassando. Quando este último acontece, tende a amontoar letras na borda da folha.
TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade
Características • Não consegue prestar muita atenção a detalhes ou comete erros por descuido nos trabalhos da escola ou tarefas. • Tem dificuldade para organizar tarefas e atividades • Distrai-se com estímulos externos • Mexe com as mãos ou os pés ou se remexe na cadeira • Interrompe os outros ou se intromete (p.ex. mete-se nas conversas / jogos).
3. Em qual fase os pais e o professor precisam ter mais atenção? Na pré-escola e nos quatro primeiros anos do ensino fundamental, pois é nessa época que tanto as dificuldades como os transtornos aparecem e também é a ocasião mais propícia para modificar essa situação, dada a rapidez de desenvolvimento físico e mental que se dá.
4. Qual a importância de descobrir o transtorno o quanto antes? Evitam-se as questões de cunho emocional que surgem em decorrência do constante fracasso na aprendizagem, assim como o agravamento do quadro decorrente da aprendizagem falha, empobrecida.
5. Qual a melhor maneira de orientar e ajudar a criança a “se livrar” do problema? Cabe aos professores e profissionais da escola, além, é claro, dos familiares, acompanharem o crescimento e o desenvolvimento de suas crianças e, ao menor sinal de problema de aprendizagem, procurar verificar as causas e consultar um profissional.
Leila Bambino
leilabam@terra.com.br
A Dificuldade de Aprendizagem pode ser sanada com intervenções bem feitas por um professor/educador. Muitas vezes uma mudança de estratégia no método de ensino ou no contexto educacional basta para que o problema desapareça. O Transtorno de Aprendizagem é mais sério e compromete na maioria das vezes o sistema neurológico. Necessidade de maiores cuidados, podendo prolongar-se em toda a vida do indivíduo.
2. Quais são os transtornos de aprendizagem mais comuns?
Dislexia: A dislexia é um distúrbio na leitura afetando a escrita, normalmente detectado a partir da alfabetização, período em que a criança inicia o processo de leitura de textos. Seu problema torna-se bastante evidente quando tenta soletrar letras com bastante dificuldade e sem sucesso.
Características: • Demora em aprender a segurar a colher para comer sozinho, a fazer laço no cadarço do sapato, pegar e chutar bola. • Atraso na locomoção. • Atraso na aquisição da linguagem. • Dificuldade na aprendizagem das letras. • Inversões de sílabas: em/me, sol/los, las/sal, par/pra. • Adições ou omissões de sons: casa lê casaco, prato lê pato. • Ao ler pula linha ou volta para a anterior. • Soletração defeituosa: lê palavra por palavra, sílaba por sílaba, ou reconhece letras isoladamente sem poder ler. • Usa os dedos para contar.
Disgrafia : Também chamada de letra feia. Isso acontece devido a uma incapacidade de recordar a grafia da letra. Ao tentar recordar este grafismo escreve muito lentamente o que acaba unindo inadequadamente as letras, tornando a letra ilegível.
Características • Lentidão na escrita. • Letra ilegível. • Escrita desorganizada. • Traços irregulares: ou muito fortes que chegam a marcar o papel ou muito leves. • Desorganização geral na folha por não possuir orientação espacial. • Desorganização do texto, pois não observam a margem parando muito antes ou ultrapassando. Quando este último acontece, tende a amontoar letras na borda da folha.
TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade
Características • Não consegue prestar muita atenção a detalhes ou comete erros por descuido nos trabalhos da escola ou tarefas. • Tem dificuldade para organizar tarefas e atividades • Distrai-se com estímulos externos • Mexe com as mãos ou os pés ou se remexe na cadeira • Interrompe os outros ou se intromete (p.ex. mete-se nas conversas / jogos).
3. Em qual fase os pais e o professor precisam ter mais atenção? Na pré-escola e nos quatro primeiros anos do ensino fundamental, pois é nessa época que tanto as dificuldades como os transtornos aparecem e também é a ocasião mais propícia para modificar essa situação, dada a rapidez de desenvolvimento físico e mental que se dá.
4. Qual a importância de descobrir o transtorno o quanto antes? Evitam-se as questões de cunho emocional que surgem em decorrência do constante fracasso na aprendizagem, assim como o agravamento do quadro decorrente da aprendizagem falha, empobrecida.
5. Qual a melhor maneira de orientar e ajudar a criança a “se livrar” do problema? Cabe aos professores e profissionais da escola, além, é claro, dos familiares, acompanharem o crescimento e o desenvolvimento de suas crianças e, ao menor sinal de problema de aprendizagem, procurar verificar as causas e consultar um profissional.
Leila Bambino
leilabam@terra.com.br
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Desatenção. Impulsividade. Falta de paciência. Transtorno do Déficit de Atenção por Hiperatividade já afeta quatro milhões de pessoas no Brasil
Até uma década atrás, um verdadeiro contingente de adolescentes e adultos "aparentemente normais" colecionava uma bagagem de fracassos e outras dificuldades sociais sem nenhuma explicação concreta. Demonstravam a mínima capacidade para tomar decisões de forma produtiva e passavam pela vida sem um diagnóstico específico.
Muitas vezes, a dificuldade de concentração, a desorganização nas tarefas cotidianas e a perda de prazos eram atribuídas a quadros de depressão ou ansiedade, quando não puro desinteresse. Hoje, com o avanço da medicina, descobriu-se um exército invisível.
Cerca de quatro milhões de adultos no Brasil são vítimas do TDAH, mais conhecido como Transtorno do Déficit de Atenção por Hiperatividade. Esse distúrbio, que associa a desatenção e a impulsividade com a hiperatividade, é capaz de afetar a qualidade de vida, trazer problemas de relacionamento na vida pessoal e profissional tanto em adultos quanto em crianças.
FATORES GENÉTICOS E AMBIENTAIS
Apesar de parecer um distúrbio comportamental, o TDAH é uma doença e está relacionada a fatores genéticos. O transtorno é causado por uma disfunção no córtex pré-frontal do cérebro, região próxima à testa. Essa área é responsável pelo controle da atenção, do planejamento, das tomadas de decisões, da memória, do controle motor e dos impulsos. "Com a disfunção, essa área funciona menos do que deveria, fazendo com que os sintomas do transtorno apareçam", esclarece Cacilda Amorim, psicóloga e diretora do Instituto Paulista do Déficit de Atenção. Associado ao fator genético, existe o fator ambiental, que pode acentuar os efeitos da doença.
O portador de TDAH nasce vulnerável a desenvolver os sintomas e, de acordo com o ambiente em que cresce e o desenvolvimento de sua vida, pode desencadear a doença. Os fatores externos que contribuem para acelerar o processo são: ambientes desestruturados, falta de limites e regras, excesso de informação e pressões excessivas.
CRIANÇAS: PROBLEMAS DE APRENDIZAGEM
Os sintomas do TDAH se manifestam a partir dos 6 anos e a doença prevalece na idade escolar. Não é à toa, portanto, que o distúrbio já atinge em média 3% a 8% das crianças entre 7 e 12 anos. Na infância, o TDAH pode acarretar problemas de aprendizagem, baixo rendimento escolar, comprometimento das relações sociais, transtorno de conduta, agressividade, distração, impulsividade e falta de concentração. Geralmente, elas relutam para iniciar tarefas ou exercícios, distraem-se com facilidade, têm seu material escolar desorganizado e tendem a não completar exercícios passados na escola.
Além disso, essas crianças provocam conflitos em casa, pois estão sempre adiando o início de atividades ligadas à escola, deixando-as para a última hora. "Apresentam atividade motora excessiva e comportamentos típicos como ir de um lugar para o outro, pular, subir, correr e gritar", afirma Hellen Assef, psicóloga e especialista em avaliação neuropsicológica.
Conseqüência: muitos jovens iniciam sua vida escolar por escolas de boa qualidade. Porém, as múltiplas dificuldades apresenta-das por crianças e adolescentes (envolven-do reprovações, quase-reprovações e problemas sérios de comportamento) fazem com que tenham de sair de suas escolas iniciais (por vontade própria ou constrangi-mento) e acabam se “encontrando” em escolas de qualidade inferior, que “aceitam” alunos com essas dificuldades. "Esse movimento espiral para baixo faz com que algumas escolas concentrem uma proporção mais elevada de crianças e adolescentes com THDA, com conseqüências negativas para o desenvolvimento e inserção social", comenta André Palmini, neurologista e professor da Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
ADULTOS: ESQUECIMENTO E DEPRESSÃO
Já nos adultos, o diagnóstico é mais complicado e o transtorno acaba dando lugar a outros problemas, como depressão, ansiedade e desorganização. "As pessoas acham que sou burra por conta desse distúrbio. Já fui até trabalhar com uma sandália diferente em cada pé", conta Sabrina Sato, ex-participante do "Big Brother Brasil" e que fez sucesso no programa "Pânico na TV". Os especialistas contam que os adultos não desenvolvem o TDAH, mas sim carregam o distúrbio desde pequenos. "Mais de 50% dos casos em crianças acabam chegando à idade adulta porque não receberam tratamento ainda na infância", diz a psicóloga Cacilda Amorim.
O portador se retrai com facilidade, não consegue manter o foco da atenção, tem dificuldades para lembrar as coisas, além de apresentar excesso de energia. "Tenho um paciente de 26 anos, que desde os 19, já passou por 18 empregos diferentes porque não consegue se firmar em nenhum. Tem um outro que certo dia não estava conseguindo chegar ao meu consultório porque pegou o metrô na direção contrária do que deveria.Quando ele se deu conta do equívoco, desceu e pegou o metrô correto, mas deixou passar a estação em que deveria parar. Então teve que descer novamente e pegar outro metrô", revela Cacilda Amorim.
No TDAH na fase adulta, na qual é mais comum o uso de medicação, o neurologista frisa que é indispensável que a própria pessoa se dê conta do problema e possa discutir abertamente as dificuldades nas relações afetivas e no trabalho. "É uma forma de evitar a frustração sistemática de quem está à sua volta", afirma André Palmini. Organizar uma lista de tarefas diariamente e checá-la também é uma boa dica para ajudar a recuperar a concentração.
TEM CURA?
O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade infelizmente não tem cura, mas é possível amenizar os sintomas com tratamento medicamentoso e terapia. A medicação é estimulante e faz com que o córtex afetado volte a funcionar normalmente, diminuindo os sintomas e oferecendo ao paciente maior poder de concentração. Os medicamentos devem ser acompanhados por uma terapia comportamental, para que o paciente consiga desenvolver os comportamentos necessários para superar as dificuldades. "A pessoa vai se ajustando à concentração de acordo com os medicamentos e a terapia comportamental-cognitiva vai trabalhar o autocontrole e ajustar o comportamento do paciente. A duração do tratamento varia de acordo com cada caso", afirma Ellen Assef. Cerca de 85% dos pacientes têm sucesso no tratamento, mas vale lembrar que os sintomas podem voltar futuramente, uma vez que o TDAH não tem cura.
Gisele Jaculli
Muitas vezes, a dificuldade de concentração, a desorganização nas tarefas cotidianas e a perda de prazos eram atribuídas a quadros de depressão ou ansiedade, quando não puro desinteresse. Hoje, com o avanço da medicina, descobriu-se um exército invisível.
Cerca de quatro milhões de adultos no Brasil são vítimas do TDAH, mais conhecido como Transtorno do Déficit de Atenção por Hiperatividade. Esse distúrbio, que associa a desatenção e a impulsividade com a hiperatividade, é capaz de afetar a qualidade de vida, trazer problemas de relacionamento na vida pessoal e profissional tanto em adultos quanto em crianças.
FATORES GENÉTICOS E AMBIENTAIS
Apesar de parecer um distúrbio comportamental, o TDAH é uma doença e está relacionada a fatores genéticos. O transtorno é causado por uma disfunção no córtex pré-frontal do cérebro, região próxima à testa. Essa área é responsável pelo controle da atenção, do planejamento, das tomadas de decisões, da memória, do controle motor e dos impulsos. "Com a disfunção, essa área funciona menos do que deveria, fazendo com que os sintomas do transtorno apareçam", esclarece Cacilda Amorim, psicóloga e diretora do Instituto Paulista do Déficit de Atenção. Associado ao fator genético, existe o fator ambiental, que pode acentuar os efeitos da doença.
O portador de TDAH nasce vulnerável a desenvolver os sintomas e, de acordo com o ambiente em que cresce e o desenvolvimento de sua vida, pode desencadear a doença. Os fatores externos que contribuem para acelerar o processo são: ambientes desestruturados, falta de limites e regras, excesso de informação e pressões excessivas.
CRIANÇAS: PROBLEMAS DE APRENDIZAGEM
Os sintomas do TDAH se manifestam a partir dos 6 anos e a doença prevalece na idade escolar. Não é à toa, portanto, que o distúrbio já atinge em média 3% a 8% das crianças entre 7 e 12 anos. Na infância, o TDAH pode acarretar problemas de aprendizagem, baixo rendimento escolar, comprometimento das relações sociais, transtorno de conduta, agressividade, distração, impulsividade e falta de concentração. Geralmente, elas relutam para iniciar tarefas ou exercícios, distraem-se com facilidade, têm seu material escolar desorganizado e tendem a não completar exercícios passados na escola.
Além disso, essas crianças provocam conflitos em casa, pois estão sempre adiando o início de atividades ligadas à escola, deixando-as para a última hora. "Apresentam atividade motora excessiva e comportamentos típicos como ir de um lugar para o outro, pular, subir, correr e gritar", afirma Hellen Assef, psicóloga e especialista em avaliação neuropsicológica.
Conseqüência: muitos jovens iniciam sua vida escolar por escolas de boa qualidade. Porém, as múltiplas dificuldades apresenta-das por crianças e adolescentes (envolven-do reprovações, quase-reprovações e problemas sérios de comportamento) fazem com que tenham de sair de suas escolas iniciais (por vontade própria ou constrangi-mento) e acabam se “encontrando” em escolas de qualidade inferior, que “aceitam” alunos com essas dificuldades. "Esse movimento espiral para baixo faz com que algumas escolas concentrem uma proporção mais elevada de crianças e adolescentes com THDA, com conseqüências negativas para o desenvolvimento e inserção social", comenta André Palmini, neurologista e professor da Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
ADULTOS: ESQUECIMENTO E DEPRESSÃO
Já nos adultos, o diagnóstico é mais complicado e o transtorno acaba dando lugar a outros problemas, como depressão, ansiedade e desorganização. "As pessoas acham que sou burra por conta desse distúrbio. Já fui até trabalhar com uma sandália diferente em cada pé", conta Sabrina Sato, ex-participante do "Big Brother Brasil" e que fez sucesso no programa "Pânico na TV". Os especialistas contam que os adultos não desenvolvem o TDAH, mas sim carregam o distúrbio desde pequenos. "Mais de 50% dos casos em crianças acabam chegando à idade adulta porque não receberam tratamento ainda na infância", diz a psicóloga Cacilda Amorim.
O portador se retrai com facilidade, não consegue manter o foco da atenção, tem dificuldades para lembrar as coisas, além de apresentar excesso de energia. "Tenho um paciente de 26 anos, que desde os 19, já passou por 18 empregos diferentes porque não consegue se firmar em nenhum. Tem um outro que certo dia não estava conseguindo chegar ao meu consultório porque pegou o metrô na direção contrária do que deveria.Quando ele se deu conta do equívoco, desceu e pegou o metrô correto, mas deixou passar a estação em que deveria parar. Então teve que descer novamente e pegar outro metrô", revela Cacilda Amorim.
No TDAH na fase adulta, na qual é mais comum o uso de medicação, o neurologista frisa que é indispensável que a própria pessoa se dê conta do problema e possa discutir abertamente as dificuldades nas relações afetivas e no trabalho. "É uma forma de evitar a frustração sistemática de quem está à sua volta", afirma André Palmini. Organizar uma lista de tarefas diariamente e checá-la também é uma boa dica para ajudar a recuperar a concentração.
TEM CURA?
O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade infelizmente não tem cura, mas é possível amenizar os sintomas com tratamento medicamentoso e terapia. A medicação é estimulante e faz com que o córtex afetado volte a funcionar normalmente, diminuindo os sintomas e oferecendo ao paciente maior poder de concentração. Os medicamentos devem ser acompanhados por uma terapia comportamental, para que o paciente consiga desenvolver os comportamentos necessários para superar as dificuldades. "A pessoa vai se ajustando à concentração de acordo com os medicamentos e a terapia comportamental-cognitiva vai trabalhar o autocontrole e ajustar o comportamento do paciente. A duração do tratamento varia de acordo com cada caso", afirma Ellen Assef. Cerca de 85% dos pacientes têm sucesso no tratamento, mas vale lembrar que os sintomas podem voltar futuramente, uma vez que o TDAH não tem cura.
Gisele Jaculli
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ALFABETIZAÇÃO E CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA. COMO APLICAR ?
Mediadora: Leila Bambino Pedagoga, especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional e Educação Especial. Educadora ainda em exercício, atuando em sala de aula na rede Estadual de Educação em Santa Catarina ( 15 anos) e como Psicopedagoga Clínica ( 4 anos)
Objetivo: Analisar os sons existentes dentro de uma palavra levando as crianças a adquirir leitura e escrita competentes.
Conteúdo:
Consciência Fonológica
Sub- Habilidades da Consciência Fonológica
Distúrbio do Processamento Auditivo Central ( DPAC)
Principais características do Distúrbio
Correspondências Grafofonêmicas
Apresentação das letras do alfabeto.
Materiais: Durante a oficina, os participantes terão acesso a uma série de sugestões de atividades elaboradas para trabalhar com cada letra em específico.
Investimento: R$ 50,00
Público: Professores, psicopedagogos .
Carga horária: 20 horas ( em 30 dias)
Certificado de participação: em 30 dias após o término da oficina via e-mail. Inscrição e Formas de Pagamento Temos duas opções de inscrição e pagamento: 1- Parcelado no cartão de crédito (Cartão VISA - MASTER, Dinners, Hipercard, Aura e American Express) 2- À vista através de pagamento on-line ou Boleto Bancário O pagamento é realizado através do PagSeguro, que aceita cartões de crédito, débito automático em conta ou boleto bancário. Esse tipo de pagamento é totalmente seguro, garantido pela UOL. Para se inscrever, acesse nosso site: http://psicopedagogavaleria.com.br/cursos/ e localize o curso em nossa página. Você encontrará um banner do Pag Seguro. Clique no banner : Pague com Pag Seguro . Abrirá uma janela de formulário. Após digitar o Cep, clique em ok, pois automaticamente aparecerá o seu endereço e as opções de pagamento para realizar a sua inscrição. A sua inscrição será efetivada . Os seus dados serão mantidos em sigilo absoluto e não ficarão à nossa disposição , apenas da PagSeguro. O pagamento realizado pelo PagSeguro é rápido, simples e super-seguro. Assim que efetuar o pagamento você receberá o comprovante da ordem de serviço por e-mail. Qualquer dúvida ou maiores esclarecimentos, envie um e-mail para: cursos@psicopedagogavaleria.com.br Valéria Segre Tel: 011- 4485-3310 011- 7620-9216
Objetivo: Analisar os sons existentes dentro de uma palavra levando as crianças a adquirir leitura e escrita competentes.
Conteúdo:
Consciência Fonológica
Sub- Habilidades da Consciência Fonológica
Distúrbio do Processamento Auditivo Central ( DPAC)
Principais características do Distúrbio
Correspondências Grafofonêmicas
Apresentação das letras do alfabeto.
Materiais: Durante a oficina, os participantes terão acesso a uma série de sugestões de atividades elaboradas para trabalhar com cada letra em específico.
Investimento: R$ 50,00
Público: Professores, psicopedagogos .
Carga horária: 20 horas ( em 30 dias)
Certificado de participação: em 30 dias após o término da oficina via e-mail. Inscrição e Formas de Pagamento Temos duas opções de inscrição e pagamento: 1- Parcelado no cartão de crédito (Cartão VISA - MASTER, Dinners, Hipercard, Aura e American Express) 2- À vista através de pagamento on-line ou Boleto Bancário O pagamento é realizado através do PagSeguro, que aceita cartões de crédito, débito automático em conta ou boleto bancário. Esse tipo de pagamento é totalmente seguro, garantido pela UOL. Para se inscrever, acesse nosso site: http://psicopedagogavaleria.com.br/cursos/ e localize o curso em nossa página. Você encontrará um banner do Pag Seguro. Clique no banner : Pague com Pag Seguro . Abrirá uma janela de formulário. Após digitar o Cep, clique em ok, pois automaticamente aparecerá o seu endereço e as opções de pagamento para realizar a sua inscrição. A sua inscrição será efetivada . Os seus dados serão mantidos em sigilo absoluto e não ficarão à nossa disposição , apenas da PagSeguro. O pagamento realizado pelo PagSeguro é rápido, simples e super-seguro. Assim que efetuar o pagamento você receberá o comprovante da ordem de serviço por e-mail. Qualquer dúvida ou maiores esclarecimentos, envie um e-mail para: cursos@psicopedagogavaleria.com.br Valéria Segre Tel: 011- 4485-3310 011- 7620-9216
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Método das Boquinhas
MÉTODO FONOVISUOARTICULATÓRIO: BOQUINHAS
O Método Fonovisuoarticulatório, carinhosamente apelidado de Método das Boquinhas, utiliza-se além das estratégias fônicas (fonema/som) e visuais (grafema/letra), as articulatórias (articulema/Boquinhas). Seu desenvolvimento foi alicerçado na Fonoaudiologia, em parceria com a Pedagogia, que o sustenta, sendo indicado para alfabetizar quaisquer crianças e reabilitar os distúrbios da leitura e escrita.
Estive com Renata Jardini em Blumenau, conhecendo um pouco mais sobre este método maravilhoso de alfabetização. Quem tiver interesse em conhecer acesse o site:
http://www.metododasboquinhas.com.br/base.asp?pag=boquinhas.asp
O Método Fonovisuoarticulatório, carinhosamente apelidado de Método das Boquinhas, utiliza-se além das estratégias fônicas (fonema/som) e visuais (grafema/letra), as articulatórias (articulema/Boquinhas). Seu desenvolvimento foi alicerçado na Fonoaudiologia, em parceria com a Pedagogia, que o sustenta, sendo indicado para alfabetizar quaisquer crianças e reabilitar os distúrbios da leitura e escrita.
Estive com Renata Jardini em Blumenau, conhecendo um pouco mais sobre este método maravilhoso de alfabetização. Quem tiver interesse em conhecer acesse o site:
http://www.metododasboquinhas.com.br/base.asp?pag=boquinhas.asp
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