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Quando pedir ajuda

Em média, 10% das crianças que frequentam a escola apresentam problemas de aprendizagem. No Brasil, o problema chega a ser duas vezes maior do que em outras partes do mundo. Os transtornos de aprendizagem são dificuldades específicas na leitura, escrita e nos cálculos.
O problema não está na falta de oportunidade para aprender. Seus filhos não apresentam nenhum prejuízo biológico e são perfeitamente aptos a adquirirem os conhecimentos acadêmicos. Os pais se desdobram para que nada falte, mas algo acontece e as expectativas acabam sendo frustradas.
Toda essa desorientação dos familiares acaba gerando uma ansiedade que reflete diretamente no dia-a-dia de todos, onde as conversas com os filhos acabam se tornando momentos de cobrança e lições de moral.
A atitude de prorrogar a intervenção de um profissional acaba prejudicando o futuro escolar da criança, que vê sua auto-estima indo cada vez mais por ladeira abaixo. Por mais que os pais pensem que os filhos tiram notas baixas porque não se esforçam ou para afrontá-los, isto não é uma verdade absoluta.
Aos pais, cabe a tarefa de buscar soluções para aliviar o sofrimento dos filhos, pois com certeza eles não tiram notas baixas porque querem ou acham bonito. Buscar a orientação de um profissional de confiança pode dar fim a muitas angústias. Inclusive, se necessário, fazer uso da medicação prescrita pelo médico. Repensem e coloquem na balança: o que vale mais? O sofrimento de seus filhos e os problemas emocionais ou, usar o medicamento, que pode auxiliá-lo a vencer mais uma etapa?

Leila Bambino
Pedagoga e Psicopedagoga-Clínica

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