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Um novo ano letivo!

Mais um ano letivo se inicia. Com ele, muitas expectativas por parte dos pais e alunos. As crianças empolgadas com as novidades: material escolar, mochila nova, professora e sala de aula diferente. Chegam ansiosos e cheios de gás, curiosos e com vontade de estrear seus cadernos e livros.
Muitos pais também ficam ansiosos. Será que meu filho vai dar conta do recado, sendo um bom aluno? Vai aprender a ler e escrever rápido? Será considerado o melhor aluno da classe? Suas notas serão sempre oito, nove ou dez?
Como educadora e psicopedagoga clinica, gostaria de deixar aqui registrado que toda criança aprende. Umas mais rápido que outras, mas todas conseguem obter sucesso. Vivemos em um mundo altamente alfabetizador, onde desde muito cedo as crianças entram tem contato com o mundo das letras. Isto acaba facilitando, e muito, a vida do professor alfabetizador.
O que pode acontecer é que, se a criança, mesmo tendo toda a assistência por parte dos pais e da escola continua com dificuldades na aprendizagem, seria interessante fazer uma investigação. Inúmeras causas podem estar atrapalhando este processo natural: problemas de visão, audição, na fala, emocionais, dificuldades de concentração e por aí vai. Quando isto ocorre, ninguém melhor do que o professor para orientar esses pais em qual caminho seguir.
Quando a criança não consegue aprender, sente-se triste e é discriminada pelos colegas da sala. Começa a não gostar mais de ir para escola, sente dores de cabeça, enjôos, mal estar, cansaço, etc. Mas, muitos pais acham que isso vai passar, que é apenas uma fase, culpam o professor ou acham que o filho é preguiçoso e não aprende porque não quer.
Nenhuma criança que conheci fica feliz em tirar notas baixas. Nenhuma criança gosta de ser diferenciada na sala de aula pelos colegas por não conseguir concluir as atividades no tempo previsto, por não conseguir ler as palavras ou frases simples colocadas na lousa. Se ela não consegue é por algum motivo, e esta investigação deve ser feita o mais rápido possível, evitando com isso o sofrimento da criança.
Devemos ir em busca de profissionais que possam nos apontar caminhos. E eles estão aí, esperando que alguém os procure para que, juntos, possam auxiliar esta criança nas suas dificuldades. Se isto acontecer com você, não hesite em procurar ajuda, invista no seu filho, afinal, ninguém pode ser mais importante do que ele.
Leila Bambino ( psicopedagoga-clínica)

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